As Tendências de 2018 em Marketing de Influência

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7

Mai
2018

Segundo um estudo da agência Geometry Global, os influenciadores através das redes sociais constituem, para 33% dos compradores, a fonte de confiança mais importante no momento de efetuar uma compra.

Das plataformas mencionadas sobre marketing de influência, para 92% dos inquiridos, no âmbito deste outro estudo da agência Linqia, destacam o Instagram como a rede mais potente, a seguir ao Facebook para 77%.

Números que ilustram bem o poder crescente da influência no pequeno mundo do marketing digital. Se 2017 foi um ano fervilhante para os influenciadores com uma atividade em crescimento e novas funcionalidades sociais, que facilitam um novo tipo de storytelling (live, story, filtros, etc.), 2018 anuncia-se como sendo o ano da consolidação. A influência industrializa-se e as tendências surgem para influenciar melhor e de forma mais eficaz. Passamos a explicar-lhe.

Os Micro-Influenciadores são cada vez Mais Populares

São influenciadores que se dedicam a um nicho de mercado e que partilham uma experiência particular num domínio claramente identificado. Quer seja de lifestyle, de beleza, de informática, de cultura geral, de cultura geek, musical ou artística, são seguidos e incentivados por uma comunidade menos numerosa do que os influenciadores tradicionais, mas esta demonstra muito mais empenho. Especialistas e peritos ao mesmo tempo que dispõem de uma autenticidade única, os micro-influenciadores são cada vez mais o público-alvo dos anunciantes, que desejam afinar a sua estratégia de influência. Na verdade, são mais acessíveis e conhecem melhor a autenticidade do que a aparência absoluta. O seu conteúdo é sempre muito sólido, uma vez que interagem muito online e querem, acima de tudo, partilhar a sua paixão.

A Influência torna-se uma Tendência no B2B

Se o B2C foi o primeiro mercado de influência durante muito tempo, esta última desenvolve-se cada vez mais no B2B. No entanto, o tom, o estilo e as expectativas são diferentes, uma vez que, embora os profissionais de marketing no B2B tenham as mesmas prioridades que aqueles que estão no B2C (lead generation, lead nurturing e conversion), o processo decisório é muito diferente. De facto, engloba muitas pessoas e pode levar muito tempo. Para tal, o marketing de influência é uma ferramenta que pode ser extremamente eficaz. Um exemplo concreto com a SAP, a célebre produtora de softwares profissionais. A empresa trabalha com influenciadores, que podem ser consultores, business analysts, oradores, autores ou professores, co-criando conteúdo para partilhar e fazendo com que participem em grandes eventos públicos. Uma forma de associar várias comunidades em torno de uma causa comum.

A potência do Live

Reservado anteriormente ao Periscope, o live não tem doravante nada de excecional e faz parte do conjunto de instrumentos disponibilizados pelos influenciadores. Um simples smartphone permite visualizar e partilhar um vídeo em direto a qualquer momento. No Instagram, são integrados ao fluxo de produção dos influenciadores e fazem parte das técnicas usadas para estabelecer uma ligação emocional com a sua comunidade. FAQ, unboxing ou participação num evento, o direto cria uma ligação emocional forte, que permite vivenciar o momento presente de forma ainda mais intensa.

Um Mundo que Depende dos Algoritmos

A redução do alcance orgânico das marcas sobre as grandes plataformas tem igualmente um impacto sobre marketing de influência. Tanto mais que, a qualquer momento, uma decisão unilateral dos GAFAM pode mexer com numerosas marcas, reduzindo a sua visibilidade online. Foi o que ocorreu, no início do ano de 2018, quando Facebook alterou o seu algoritmo para limitar a exibição das páginas e reforçar os dos perfis. O impacto é imediato: para ser visto nas redes sociais, é necessário abrir a carteira! Uma razão mais para garantir a sua estratégia, diversificar as ferramentas de marketing, as suas plataformas sociais e não hesitar em investir na publicidade a fim de valorizar o conteúdo realizado em conjunto com os seus influenciadores.

Integração dos Influenciadores no Pipeline de Vendas

Entre as ferramentas de marketing existentes, a influência tem sido há muito vista como uma abordagem promocional orgânica, que funcionava em paralelo com as operações muito estruturadas de publicidade online e de lead generation. No entanto, a influência estruturou-se e está mais organizada atualmente. Acaba por ser uma etapa num percurso de venda que se deve acompanhar, analisar e medir com ferramentas otimizadas para o cross-device. Definimos os KPIs a partir de critérios económicos específicos, tais como o custo por engagement, o custo de aquisição por cliente, etc., e o crescimento do número de seguidores ou de subscritores torna-se uma variável secundária que é interpretada num contexto global.  ?A medição da performance das campanhas de influência é destacada pelos nossos clientes há já alguns anos. Para além de abordar o assunto, desejam doravante analisar a performance das suas ações em marketing de influência. Na qualidade de player do marketing de performance desde 2003, dispomos desta cultura de “ROI” (canal de marketing que privilegia um retorno sobre o investimento das campanhas), o que nos permite dar as respostas necessárias aos nossos clientes nesta área.? indica Julien Tournier, Head of Influence DepartmentO marketing de influência permite igualmente adaptar e personalizar conteúdo para descobrir uma nova marca, apresentar um novo produto ou testar uma nova coleção, um produto ou uma nova funcionalidade.

Os conteúdos em direto que exigem sempre mais empenho, uma estruturação da influência no seio dos pipelines de vendas no B2B, a emergência dos micro-influenciadores e o impacto dos algoritmos moldam este novo mundo de marketing de influência. Tal como já entendeu, a influência é considerada como sendo uma nova ferramenta capaz de atuar sobre a imagem e a notoriedade, assim como sobre o pipeline e o aumento das vendas. Uma abordagem de dois em um por experimentar ou para aprofundar urgentemente.

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